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Pretendo que este espaço seja uma oportunidade de troca, comunicação e reflexão; já que não apresento meus comentários como “certos” ou “errados”.

Meus comentários retratarão exclusivamente a minha opinião pessoal baseada na vivência como psicóloga clínica e somada ao enriquecimento advindo do contato com inúmeros colegas com quem tive a oportunidade de conviver e aprender ao longo dos últimos 25 anos de dedicação à psicologia clínica, sem nenhuma outra pretensão.

Acredito sinceramente que a reflexão sobre as dúvidas, angústias, dificuldades e problemas com os quais nos deparamos ao longo da formação leve ao aprimoramento da ação como profissional; e entendo que o constante aprimoramento nos permite imprimir cada vez mais qualidade nos serviços que prestados tendo como consequência natural o sucesso profissional que todos desejamos. 

 

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Mensagem enviada em 01.12 2006:


“Li seu artigo no site da rede psi. Achei interessante e ele despertou-me uma dúvida.
Tenho 29 anos e só agora posso fazer uma faculdade. Fui aprovado em 7° lugar no vestibular e começarei a estudar no próximo ano. Por conta de minha idade já avançada em relação ao normal, poderei ter problemas para ingressar nesta carreira quando me formar?

Desde já agradeço a atenção”.

A.J.M.



 Prezado A. J. M.

Caso seu interesse recaía sobre a área clínica (que é a minha área de atuação) as notícias são as melhores possíveis, pois ao invés da idade ser um fator desvantajoso, como ocorre nas profissões em geral, na clínica ser mais velho não é um problema e eventualmente acaba sendo até mesmo vantajoso.

De um modo geral o sucesso na área clínica está diretamente relacionado à capacidade do psicólogo de projetar uma imagem que gere confiança no cliente, o que aumentará a possibilidade de início e adesão deste ao tratamento.

Na área da saúde a maturidade é frequentemente associada ao acúmulo de conhecimento científico, prática no manejo de técnicas e quando relacionadas à idéia de constante atualização e reciclagem este conjunto tende a gerar credibilidade e confiança no usuário dos serviços.

É mais fácil o cliente confiar, no início do contato, em um profissional que aparente mais experiência.

Lógico que sem qualidade na prestação de serviços esta vantagem some completamente nos primeiros contatos, mas é até comum recebermos a solicitação por profissionais mais maduros quando um paciente liga para agendar uma consulta – principalmente quando não ocorreu a indicação de um profissional em especial.

Geralmente o cliente tem a idéia de que uma pessoa mais madura também é mais responsável, já acumulou mais conhecimento e que é muito provável que também tenha mais experiência.

Claro que nem sempre isso é verdade, mas de qualquer maneira o que realmente faz a diferença e amplia as chances de sucesso é o futuro profissional (tenha ele a idade que tiver) desde o início da formação investir em cursos, projetos de pesquisa, terapia pessoal, estágios e muito estudo.

Esse conjunto de ações é o que garantirá, especialmente ao psicólogo clínico, uma bagagem bem maior se comparada a um colega que apenas assistiu às aulas e procurou obter “média para passar de ano”.

Essa bagagem será um elemento de diferenciação que certamente o ajudará a projetar uma imagem profissional mais competitiva que se refletirá em uma perspectiva mais favorável desde a entrada no mercado de trabalho.

Espero ter contribuído para suas reflexões sobre este tema.

Desejo-lhe sinceramente muito sucesso!

Um abraço,

Helen Spanopoulos

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