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“Saúde sob a ótica de bem estar, estar bem”.
Artigo para a publicação na Revista Tempos de Aquarius – CAPS Perdizes
O que é bem estar?
O que é estar bem?
Se fizermos uma pesquisa com as pessoas que circulam nas ruas do bairro de Perdizes, vamos obter respostas das mais variadas possíveis, algumas até compatíveis com o que pensamos outras nem tanto e outras ainda tão diferentes que poderemos ficar indignados ou mesmo espantados com tamanho estranhamento. Pois bem, estas pessoas que perguntamos passam por estas ruas por diferentes razões, ou seja, algumas estão a caminho da escola, outras indo para o trabalho, outras fazendo caminhada para se exercitar, outras fugindo de algum lugar e outras ainda ansiando chegar rápido ao seu destino qual seja ele.
E por aí vai. Se resolvermos refinar nossa pesquisa, outros dados obteremos sobre a vida destas pessoas, mas novamente mais dúvidas surgirão. Vamos ficar por aqui, sem mais delongas.
O que estou querendo dizer, é que cada um tem seus motivos para estar se sentindo bem, cada um possui necessidades individuais para se sentirem satisfeitas.
Chegar a um consenso é bastante difícil e talvez mesmo impossível.
Dizem que Garrincha foi tão ingênuo quanto bom de bola. Levou a vida como se nunca tivesse crescido sempre com jeito de menino despreocupado e mais ou menos desligado do mundo.
Foi ainda assim que protagonizou histórias que se tornaram imortais.
Uma das mais conhecidas aconteceu em 1958, durante a copa do mundo na Suécia, e é sempre usada como ilustração para explicar as deficiências de concepção dos planos estratégicos.
Pouco antes do jogo contra a União Soviética o técnico Feola montou uma tática que julgava perfeita, orientou os jogadores para que driblassem o atacante, derrubassem o goleiro e finamente dessem uma goleada.
Garrincha simplesmente perguntou ao técnico: Escuta seu técnico, o Senhor já combinou tudo isso com os jogadores da União Soviética?
Veja bem, Garrincha, com naturalidade, uma espontaneidade quase ingênua foi de uma assertividade, uma sabedoria que ninguém naquele momento conseguiu superá-lo.
A sua genialidade nos campos era genuína e muito própria dele, homem simples, semi-analfabeto. Não houve depois dele nenhum jogador que fosse igual a ele.
Podemos rememorar outros jogadores, segundo opiniões do meio futebolístico, melhores até que ele, mas nada comparável a ele, pois as suas habilidades em campo bem como a sua história de vida e o momento histórico no qual estava inserido só pertenceram a ele.
Por mais que freqüentamos os mesmos lugares, passamos pelas mesmas ruas, moramos ou trabalhamos nos mesmos lugares, há múltiplas razões que nos levam a estar ali.
Trocar opiniões é uma forma de enriquecer as nossas vidas, conhecermos as possibilidades existentes, mas as razões e motivações serão sempre individuais.
Correr contra o tempo para nos atrelarmos às razões dos outros, é nos distanciarmos de si próprio, porque é querer ser igual ao outro.
É percorrer o caminho inverso de nos dar a possibilidade de sentirmos bem e estarmos bem onde quer que seja apesar das diferenças existentes.
Isa Maria Zimermann de Araújo - Psicóloga – CRP 06/93.864Associada CEAAP – Psicanalista pelo SEDES oferecendo Psicoterapia e Supervisão para Psicólogos na abordagem Psicanalítica no CEAAP

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